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A estranha obsessão de António Costa

É difícil perceber o afã de António Costa numa frente tão improvável. E tão insustentável. É ainda pouco claro o que se retirará desta presidência portuguesa da UE. Mas parece que o slogan de António Costa de que, quando esta terminar o futuro do planeta estará melhor, é manifestamente exagerado. (…)

Foi por isso que, também em setembro de 2020, Valdis Dombrovskis, em nome da Comissão Europeia, e o embaixador Ignacio Ybáñez afirmaram que o acordo UE-Mercosul apenas seria ratificado se houvesse um claro compromisso ambiental e medidas concretas contra o desmatamento da Amazónia.

Rede Stop UE-Mercosul promove debate com deputados sobre o Acordo UE-Mercosul

Deputados do Bloco de Esquerda, PAN, PEV e a deputada não inscrita Cristina Rodrigues vão debater o acordo UE-Mercosul, no dia 13 de abril, às 18h30. O webinar de acesso livre intitula-se “América do Sul – Europa: que futuro?”.

A iniciativa tem o objetivo de aprofundar a discussão sobre as consequências do acordo de livre comércio, assinado em 2019, entre a União Europeia e o bloco económico do Mercosul, segundo nota da Rede Stop UEMercosul Portugal.

Mercosul discute hoje o futuro de um bloco em confronto ideológico

Os ministros dos Negócios Estrangeiros e da Economia do Mercosul — Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai — reúnem-se hoje para discutir dois pontos que definirão se o bloco se isola comercialmente ou se abre ao mundo.

O Mercosul vive uma crise de identidade, marcada pelo choque ideológico que divide os seus membros e que levam o bloco a um num ponto de inflexão sobre o seu futuro: ou se moderniza ou corre o risco de vida, isolado do mundo.

Tratado UE-Mercosul: mau para o ambiente, mau para o desenvolvimento

Numa altura em que esperaríamos uma atitude mais sensata em relação aos impactos ambientais e económicos da globalização, a Comissão e muitos governos europeus, incluindo o português, insistem em querer assinar um tratado comercial de consequências nefastas

Áustria se opõe a tentativas de fazer avançar acordo UE-Mercosul

Em carta enviada a Portugal (atual presidente da UE), governo austríaco se diz contra opções como compromisso prévio e fatiamento.

Portugal tem afirmado que o acordo aceleraria a retomada econômica. Para o governo austríaco, porém, ele é “contrário aos esforços para responder à crise econômica com ambições e compromissos ambientais e climáticos”.

“Se acordo UE-Mercosul fosse bom, desmatamento já teria caído”

Pesquisador Carlos Rittl é um dos cientistas que enviaram à UE propostas para aprimorar acordo com Mercosul. “Piores números do desmatamento vieram depois de 2019. Se ele fosse bom, rumo das coisas seria outro”, diz.
O documento foi formulado por 11 pesquisadores europeus e brasileiros de diferentes áreas acadêmicas, entre eles o especialista em biologia tropical e recursos naturais Carlos Rittl, que atualmente é pesquisador visitante do Instituto de Estudo Avançados em Sustentabilidade de Potsdam, na Alemanha.

Não ao acordo UE-Mercosul

Abel Rodrigues é estudante, ativista pela Greve Climática Estudantil, Fridays for Future e coordenador da campanha SOS Amazónia. Também faz parte da Rede STOP UE-Mercosul Portugal. A 26 de Fevereiro foi publicado um texto seu no Público.

“Seja pelas alterações climáticas, pela defesa dos direitos indígenas, pela defesa dos produtores em Portugal ou pela defesa do consumo alimentar na Europa, não faltam motivos para Portugal rejeitar a ratificação do acordo.”

Pascal Canfin: “É preciso ‘esverdear’ os modelos e as práticas agrícolas na UE”

O eurodeputado e presidente da comissão de ambiente do Parlamento Europeu, o francês Pascal Canfin, rejeitou o acordo UE-Mercosul afirmando numa entrevista com o Publico que: “O Parlamento não tem nenhuma intenção de passar um cheque em branco ao Brasil sobre a Amazónia”.

Canfin reforça que: “O que posso garantir é que uma simples declaração sem valor jurídico não será suficiente para o Parlamento ratificar o acordo”.

Macron rejeita acordo UE-Mercosul em nome da luta contra as alterações climáticas

Governo francês justifica a sua posição com “a deflorestação que põe em perigo a biodiversidade e a desregulação do clima” e faz três exigências para salvar o tratado. Mas agora surgem reforçadas por um relatório independente (encomendado por Paris) que indica que o comércio entre o bloco europeu e a Argentina, o Brasil, o Paraguai e o Uruguai, provocaria um aumento da deflorestação e dos gases com efeito de estufa.

Acordo UE-Mercosul: caminho da reprimarização

Estudo sobre os efeitos do tratado mostra o continente sul-americano reduzido novamente a fazenda de matérias-primas, sem restrições para produtos europeus. Ganha o agronegócio. Perdem os pequenos produtores e indústria em agonia.

“Sabemos que os principais grupos conservadores e liberais da direita querem que o acordo saia, porque representaria um lucro extraordinário às grandes empresas em um contexto de pós-pandemia”, aponta a especialista em economia política Luciana Ghiotto, que, ao lado do pesquisador Javier Echaide, publicou um extenso estudo sobre as cláusulas e os possíveis efeitos do acordo.

Associações portuguesas pedem abandono do acordo entre a UE e a Mercosul

Greve Climática Estudantil, Quercus e Coletivo Andorinha estão entre as associações nacionais que se juntam agora à aliança internacional “Não ao Acordo UE-Mercosul”.
A Aliança, contudo, apresenta preocupações face às consequências ambientais e económicas do acordo, afirmando que o mesmo “incentivará ainda mais a destruição e o colapso da biodiversidade da Amazónia, do Cerrado e do Gran Chaco devido à expansão das cotas pecuárias e de etanol, perpetuando um modelo extrativista de agricultura exemplificado pelo sobrepastoreio (uso intensivo do solo que leva à sua degradação), expansão de confinamentos pecuários de monoculturas quimicamente intensivas. Abusos de direitos humanos são parte intrínseca das cadeias de produção visadas no acordo. Assiná-lo daria um forte sinal político de que tais abusos hediondos são aceitáveis”.

MAIS DE 450 ASSOCIAÇÕES LANÇAM ALIANÇA “NÃO AO ACORDO UE-MERCOSUL”

Hoje, 15 de março, mais de 450 associações, coletivos e ONGs de todo o mundo juntaram-se para formar a Aliança “Não ao Acordo UE-Mercosul”.

Organizações como a Greenpeace, a Fridays for Future, ou a REBRIP, querem travar a aprovação de um acordo comercial que dizem ameaçar “a ação climática, soberania alimentar, defesa dos direitos humanos e do bem-estar animal”.

O acordo entre a União Europeia e a Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai seria o maior acordo comercial envolvendo a União Europeia, abrangendo um total de 780 milhões de consumidores.

Irlanda acha “improvável” conclusão do acordo UE-Mercosul no semestre

A Irlanda considera “improvável” que o acordo comercial UE-Mercosul seja concluído durante a presidência portuguesa do Conselho da União Europeia e insiste em garantias de que a desflorestação da Amazónia vai ser travada.

O ministro admite que o setor agropecuário irlandês, que deverá ser fortemente afetado pelo esperado aumento significativo das exportações de gado bovino dos países do Mercosul, “está preocupado”, mas assegura que não é essa a principal reserva irlandesa ao acordo.

“O acordo não prevê nenhum mecanismo concreto de regresso à situação anterior, por exemplo, nos casos da soja ou da carne, se o presidente Jair Bolsonaro desrespeitar os seus compromissos de luta contra a desflorestação. O governo do Brasil claramente não tenciona cumprir os seus compromissos na cena internacional, mas no acordo do Mercosul não temos nenhum mecanismo concreto que permita travar os novos fluxos financeiros e comerciais associados ao acordo, ou seja, parar com as exportações para o Brasil e as importações para a UE”

Pascal Canfin, eurodeputado e presidente da comissão de ambiente do Parlamento Europeu – Em entrevista para o Público

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