Comunicado de imprensa 10 de maio

Para lançamento imediato.
10 de maio de 2021, Lisboa, Portugal.

Sociedade civil portuguesa mobiliza-se contra o acordo comercial UE-Mercosul e apela ao Presidente Argentino Alberto Fernández a se posicionar contra o acordo, através de uma carta aberta entregue a este durante a sua visita a Portugal.

A Rede portuguesa Stop UE-Mercosul entregou uma carta aberta dirigida ao Presidente da Argentina, no dia 10 de maio, na embaixada da Argentina, em Lisboa, no Saldanha.

Na carta aberta, a Rede demonstra preocupações com os efeitos deste acordo no ambiente, na luta contra as alterações climáticas, na proteção dos povos originários da Amazónia devido à devastação dos ecossistemas onde estes habitam; nos setores de trabalho da América do Sul, denunciando os perigos para a soberania e autonomia do governo argentino que esse acordo vai exercer.

A Rede demonstra preocupação pelo bem estar do povo argentino, nessa carta aberta, citando um estudo revelando que, “Nos países do Mercosul, os setores da produção de peças automóveis, maquinaria, indústria química, têxteis e calçados estão em risco devido a esse acordo. Um estudo conduzido em dezembro de 2017 pelo Observatório de Emprego, Produção e Comércio Estrangeiro (ODEP) e pela Universidade Metropolitana (UMET) da Argentina estimou que um total de 186 mil empregos estão em risco na Argentina, em resultado do acordo UE-Mercosul, devido às exportações europeias.” – Tânia Santos da Rede Stop UE-Mercosul.

Igualmente revelam que os principais movimentos laborais dos dois lados do atlântico se opõem ao acordo – “a Coordenadoria de Centrais Sindicais do Cone Sul (um organismo de coordenação e articulação regional que reúne as principais centrais sindicais da Argentina, Chile, Brasil, Paraguai e Uruguai) e a Confederação Europeia dos Sindicatos (que representa, além de 10 federações sectoriais, 90 organizações sindicais de 39 países europeus – incluindo a CGTP e a UGT em Portugal) fizeram uma declaração conjunta contra a ratificação do acordo UE-Mercosul.” – Mariana Jesus da Greve Climática.

No passado dia 4 de maio a Rede portuguesa enviou igualmente uma carta ao Embaixador da Argentina em Portugal Oscar Moscariello revelando as mesmas preocupações e apelando a que este se posicione contra o Acordo UE-Mercosul.

No passado dia 29 de abril, a Rede levou a cabo um protesto na Praça do Comércio apelando ao fim do Acordo. Esta ação envolveu a apresentação da mensagem “STOP UE-Mercosul” escrita ao longo de uma extensão de 125 metros e um conjunto de sinalizadores de fumo simbolizando a floresta Amazónica em chamas.

A Rede STOP UE-Mercosul, composta por 25 coletivos portugueses tais como a Greve Climática Estudantil, a Quercus e o Coletivo Andorinha, faz parte de uma aliança internacional com mais de 450 organizações que lutam contra a ratificação do acordo.

Podem consultar o conteúdo total da carta aberta aqui – https://stopuemercosul.pt/cartas-abertas/

Rede Stop UE-Mercosul – https://stopuemercosul.pt/

Recursos sobre o acordo: https://stopuemercosul.pt/recursos-sobre-o-acordo/

Comunicado de imprensa – https://stopuemercosul.pt/comunicadosdeimprensa/

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